18 de Novembro de 2009
3º Direito
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Rés-do-chão Direito
11 de Novembro de 2009
2º Esquerdo
8 de Novembro de 2009
O Fim de um ciclo
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Gosto de pensar na vida como uma sucessão de ciclos. Este, o do Gineceu, foi um dos mais especiais para mim. Pelo que encerra, pelo prazer que me deu em escrever as breves 72 páginas que o constituem. Mas também para ele urge o fim de um ciclo. Uma travessia acarinhada tanto por aqueles que sempre acompanharam os textos silenciosos esquecidos na gaveta, como por aqueles, muitos a quem eu nunca vi o rosto, ou a quem nunca nem a voz ouvi, partilharam de forma tão generosa o seu carinho, o seu apoio.
Eu e as minhas quinze mulheres vamos estar na Ler Devagar, no próximo dia 14 pelas 18 horas. Levamos connosco outra mulher muito especial que embarcou de peito aberto nesta aventura: A Isabel Claro (Bolota), que leva com ela as suas estórias do Gineceu, contadas pelas mãos delas, moldadas pelo o seu talento. Todas nós vos esperamos lá.
26 de Outubro de 2009
Valentina
Da janela do café avistam-se meia dúzia de árvores. Retorcidas e mal podadas. A rapariga limpa as mesas com afinco. Fala aos solavancos um português esdrúxulo. O cabelo pintado de louro palha fica bonito com a luz de fim de tarde de Outono. E o sorriso por entre as maçãs do rosto pronunciadas e excessivamente ruborizadas, cheira a terra molhada. De vez em quando repousa os olhos redondos e aguados na janela. Aquece-os no Outubro morno que corre por entre as árvores de alinhamento. Depois os braços leitosos retomam os movimentos circulares nas mesas de vidro. Encontrei-a uma noite no museu. Tocava-se Chopin no meio de charutos e sapatos de salto. Ela estava encostada à porta. Juntamente com um homem de rosto redondo e avermelhado. Na penumbra sobressaiam as raízes escuras no cabelo cor de palha. Uma linha negra contornava azul diluído dos olhos. Ambos escutaram a música de olhos cerrados. No fim, ela inclinou a cabeça sobre os ombros dele suspirando e ele afagou-lhe o cabelo cor de palha. Mais do que afecto houve saudade naquele gesto. Da janela do café avistam-se meia dúzia de árvores. A rapariga dos olhos aguados esqueceu-se de si enquanto os dedos tamborilam distraídos sobre a arca dos gelados. Lá fora o vento excessivamente morno adiou o Outono, mas os dedos marcam no branco e preto a memória da chuva fria, cujo cheiro se esboça no seu sorriso.
23 de Outubro de 2009
Da memória
Outros Descampados
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- A balada do café triste
- A Barbearia do Sr. Luis
- A boneca de Porcelana
- A clareira
- A curva da estrada
- A Devida Comédia
- A gaveta do Paulo
- A origem das espécies
- A terceira noite
- A Tradução da Memória
- A Árvore das palavras
- Aartmus
- Abencerragem
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- Amendoa amarga
- Amor e outros desastres
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